16 setembro 2026

Quando o amor é o farol

Acho importante explicar como cheguei novamente até aqui. Em 2014, me formei em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, na Universidade da Região da Campanha, aqui na minha cidade, Bagé, RS. Confesso que, desde a época do ensino médio, que naquela época chamávamos de segundo grau, os testes de aptidão que eu fazia já apontavam o jornalismo. Mas essa nunca foi a minha primeira opção. Meu mundo perfeito era nas Artes Cênicas.

Cheguei a atuar na minha área de 2014 a 2020. Passei pelo jornal impresso, pelas rádios e até mesmo por uma empresa de cobertura jornalística de eventos, o RVsocial. Mas os tempos mudaram, especialmente depois que surgiu a pandemia.

Em 2022, me candidatei a uma vaga de Executiva de Negócios do Grupo RBS. Trata-se de uma grande empresa de comunicação, afiliada à Rede Globo. Hoje atuo na área comercial, atendendo clientes de grandes investimentos, tanto no suporte às vendas quanto no relacionamento. É um cargo que exige formação em Jornalismo, Publicidade, Marketing ou Propaganda. E aqui estou eu, há exatos quatro anos!

Nesse caminho, acabei me afastando da ação de escrever. No início, parecia que não fazia falta. Hoje, tenho certeza de que retomar a escrita, mesmo que assim, de forma informal, me faz bem! Há poucos dias, uma amiga com quem não tinha contato havia quatro anos me chamou, pedindo para eu escrever um texto sobre o que ela passou em um momento de doença do filho. Ela me fez lembrar da coluna semanal que eu tinha no Caderno Ellas, do Jornal Minuano. O nome era “ELLAS FAZEM COM AMOR”. Ali, eu trazia a biografia da entrevistada, apresentando o que ela fazia e, de acordo com a minha avaliação, aquilo que fazia com amor. E era muito bom poder escrever com o coração. Confesso que trabalhar com o jornalismo geral não me realizou. Mas escrever com liberdade me encanta. E ficar imaginando como eu poderia ajudar essa amiga me fez lembrar do meu blog amado.

“Deus só não é capaz de deixar de te amar.”

Em 2010, escolhi esse título porque a fé sempre foi algo muito forte em mim, como um farol. E hoje, passado todo esse tempo, preciso dizer que houve um período em que estive bem descrente de tudo, inclusive de Deus. Não vou ser hipócrita aqui e dizer que, em todos esses anos em que estive ausente desse espaço, a vida foi uma maravilha.

Não foi.

Eu vivi um deserto. Tive uma noite escura da alma bem forte.

Mas consegui atravessar.

E estou de volta.

Hoje, com mais maturidade e com um olhar mais racional, consigo entender que tudo aconteceu como haveria de acontecer. E exatamente como diz um dos textos mais lindos que li ainda na infância, “PEGADAS NA AREIA”: nas maiores atribulações da minha vida, eu via apenas um par de pegadas na areia. Era exatamente aí que Deus me carregava em Seus braços. Essa é a minha atual ótica. Ele sempre esteve conosco, amenizando, o máximo possível, aquilo que precisávamos atravessar.

Então, voltei.

A ideia agora é tirar o mofo daqui de dentro, abrir as janelas, deixar a luz entrar e, com isso, poder transbordar tudo aquilo que ainda existe aqui dentro.

Ou seja, agora é a minha vez de fazer com amor.

Espero que gostem.

Até a próxima.

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Love is...
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